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Freguesia

Gondar é desde 1836, uma freguesia do concelho e comarca de Amarante, outrora tendo pertencido ao concelho de Gestaçô. Dista cerca de 4 km da cidade de Amarante e possui 936 hectares (+/- 2000 habitantes). Situada na margem esquerda de uma ribeira afluente do rio Tâmega, Gondar é uma freguesia rica em história, prova disso são os belos monumentos que se podem encontrar a cada passo que a percorremos.

Da sua história pouco se sabe, no entanto, com os testemunhos fiéis dos monumentos de várias épocas e de alguns dados históricos, podemos dizer que Gundar, inicialmente chamada, terá sido fundada por D. Mem Gundar, um fidalgo natural das Astúrias que veio para Portugal com D. Henrique tendo como objetivo combater os Mouros, que até então ocupavam a Península Ibérica.

Foi D. Mem Gundar quem fundou o Mosteiro de Gondar de monjas bentas, que foi extinto em 1418, tornando-se depois Igreja Paroquial. Vindo a falecer anos mais tarde, mas sem podermos indicar uma data concreta, sabemos que o corpo de D. Mem Gundar está sepultado na Igreja de Telões. Esta freguesia orgulha-se de ter sido uma Reitoria da apresentação da Mitra e Comenda de Cristo no antigo Concelho de Gestaçô. Possui ainda hoje edifícios, nomeadamente solares com os seus respetivos escudos de armas, que retratam a importância que Gondar teve naquela altura.

Gondar possui ainda numerosos monumentos, entre os quais destacamos: a Igreja Românica, os Lagares Galaico Romanos escavados na rocha (mais conhecidos como Lagares dos Mouros), as Estradas Romanas, as ruínas de Tubirei, o Centro Histórico de Vila Seca e o belo lugar de Ovelhinha, marcado pelas invasões francesas. Neste local ainda é possível ver algumas ruínas das casas incendiadas pelas tropas lideradas por General Loison, mais conhecido como Maneta.

Gondar faz partilha com as freguesias de Bustelo, Carvalho de Rei, Padronelo, Lufrei, Vila Chã, Sanche e Várzea. Tem tido um desenvolvimento exponencial em termos industriais tendo como principais atividades económicas: a agricultura, a metalomecânica, a transformação de madeira, a construção civil, a indústria de betão, a indústria de granitos, a serralharia, o comércio, a restauração, a panificação e a moagem.

Hoje em dia, através de projetos tentamos assegurar o património existente nesta freguesia, para que o "Homem" não estrague o que de mais bonito e belo temos. Não existem sinónimos para descrever o quanto bela é esta freguesia. Para todos os Gondarenses, Gondar é um pedaço de história.